fev 28, 2018 / pentagono

Economia em 2018: o que podemos esperar?

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Início de ano é aquele momento de fazer o planejamento do negócio. São traçados os objetivos macros do negócio e são vislumbrados os planos de ações para alcançá-los. Em 2018, esse planejamento tem um gosto ainda mais especial, especialmente se mirarmos na economia brasileira. Afinal, viemos de alguns anos de recessão e, ao que tudo indica, as expectativas são de melhorias — ainda que tímidas.

Neste artigo, vamos refletir sobre as principais estimativas dos especialistas no assunto. A ideia é ajudá-lo a pensar no planejamento do seu negócio para o ‘ano da retomada’.

Acompanhe!

Apesar do otimismo, 2018 ainda é uma incógnita na economia

Não dá para falar em otimismo, pelo menos não com a carga que essa palavra costuma carregar. O que já temos são alguns especialistas e órgãos do mercado (governamentais e da iniciativa privada) divulgando diversas estimativas animadoras.

Dentre elas, destacam-se:

Produto Interno Bruto

Podemos partir das estimativas do PIB que, de acordo com Banco Central deve crescer 0,49% ao longo do ano. É pouco, mas é mais do que crescemos nos últimos três anos, o que já pode ser encarado como positivo pelo empresariado nacional.

Obviamente, durante o andar da carruagem — ou seja, do ano —, considerando vários fatores, as estimativas do PIB são sempre ajustadas.

Poder de consumo das famílias

Um dos fatores que influenciam no PIB é o índice que mede o poder de consumo das famílias. Quer dizer, com emprego e renda, as pessoas consomem mais; na falta disso, podem segurar o dinheiro.

E o fator consumo afeta bastante os resultados das empresas, sejam elas fabricantes de produtos ou prestadores de serviços.

Um estudo do Santander divulgado recentemente dá conta de que o poder de consumo das famílias brasileiras deverá crescer 5% ao longo de 2018. Não é um crescimento real, mas sim, digamos, a reposição do consumo estagnado nos últimos anos. Ainda assim, é motivo de ânimo.

Inflação

Neste movimento, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve descer dos 4,18% para 4,15% segundo a consultoria Focus. Esse é um percentual bem menor do que os 7% que diversas instituições previram no final de 2017.

A inflação, como sabemos, também é definidora do consumo, pois quanto menor, mais as pessoas têm poder de compra. As empresas também tendem a lucrar mais, tanto pelo consumo aquecido quanto pela redução de seus próprios custos.

Ano eleitoral traz incertezas, é preciso estar atento ao desempenho da economia

O ano de 2018 é atípico também por conta das incertezas políticas que rondam o país. É importante lembrarmos que este é um ano eleitoral, e que o próprio cenário político vive uma de suas fases mais conturbadas.

Para o economista Gustavo Franco, um dos integrantes da equipe que criou o Plano Real, as eleições costumam criar uma certa volatilidade na economia brasileira. Em entrevista ao Diário Catarinense, o especialista pondera que este será um ano de cautela nos investimentos internos e externos.

Com mais tecnologia e inteligência competitiva, as empresas deverão ter bons retornos

Por fim, um dos fatores decisivos para o sucesso de empresas em todos os segmentos e de todos os portes é o emprego da tecnologia.

A consultoria IDC, por exemplo, afirma que uma em cada nove empresas da América Latina deverão colocar em prática uma estratégia de transformação digital em 2018 — o Brasil é responsável por 45% do mercado tecnológico na região.

Segundo os especialistas da IDC, veremos mais investimentos em tecnologias digitais tanto para melhorar processos produtivos e de vendas quanto para a criação de novas frentes de lucratividade. E com mais tecnologia, as empresas vão melhor seu poder de análise de dados, segurança (patrimonial e da informação), entre outros fatores que as ajudarão a lidar melhor com o acirramento da concorrência e as exigências dos consumidores.

E a sua empresa, está preparada para lidar com a economia brasileira em 2018? O que achou da reflexão que trouxemos neste artigo? Deixe seu comentário!

Postado em: gestão
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